terça-feira, 23 de maio de 2017

Shameless - Sexta Temporada (2016)

Shameless 6.01 - I Only Miss Her When I'm Breathing
"Shameless" foi longe. Esse é o primeiro episódio da sexta temporada. Além dos roteiros divertidos a série se sustenta por causa do bom elenco, com destaque para o veterano William H. Macy que simplesmente arrasa como Frank Gallagher. Ele aliás é um dos pilares desse episódio. Como se viu na temporada anterior Frank acabou tendo um caso de amor louco com uma doutora que durante toda a sua vida foi certinha, correta, etc. Quando foi diagnosticada com um câncer terminal resolveu fazer tudo o que nunca havia feito na vida, caindo numa cirando de loucuras e excessos de todos os tipos. E poderia haver melhor companhia do que Frank para curtir uma vida louca dessas?! Pois bem, nessa nova temporada ela está morta. Frank, desolado, resolve repetir a dose, indo atrás de mulheres desesperadas como ela. O alvo não poderia ser outro a não ser a ala de câncer do maior hospital da cidade! Se você acha que isso é ir longe demais, o que dizer da busca de Frank por um sentido na vida? Ele passa a frequentar as mais diferentes religiões que encontra pela frente, o que rende divertidas gags de poucos segundos que valem pelo episódio inteiro. O humor de Shameless vem do absurdo, da falta de senso, do humor negro, muitas vezes. O episódio, como era de se esperar, procura desenvolver todos os personagens da família Gallagher, porém nenhum deles consegue superar Frank. Ótima diversão à vista, desde que você não fique chocado com a proposta ousada dos roteiros da série. / Shameless 6.01 - I Only Miss Her When I'm Breathing (EUA, 2016) Direção: Christopher Chulack / Roteiro:  John Wells, Paul Abbott  / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.03 - The F Word
Como gostam de dizer os nordestinos essa série é danada de boa. Porém ela também é sequencial, o que significa dizer que para que você queira acompanhá-la terá que começar lá atrás, da primeira temporada (atualmente a série foi renovada nos Estados Unidos para a sua sétima temporada!). É um longo caminho, com muitos episódios. Nesse aqui Fiona (Emmy Rossum) descobre que está grávida! Pior do que isso, ela nem pode afirmar com certeza quem seria o pai pois manteve um relacionamento com dois homens ao mesmo tempo! Seu marido e o dono do bar onde trabalha são os prováveis pais da criança. Embora não exista bolsa família nos Estados Unidos, as famílias pobres, sem recursos, sempre podem conta com o serviço social. E é justamente nisso que Frank (William H. Macy) aposta. Acontece que sua outra filha adolescente, Debbie (Emma Kenney), também está grávida de seu namorado. Ela é menor de idade, ainda no período escolar e Frank sabe que situações como essa garantem uma grana extra vinda do serviço social do governo federal. "Dinheiro fácil" no seu modo de pensar! Cara de pau demais para você? Pois é, se não fosse assim a série certamente não se chamaria Shameless (em bom português, "sem vergonha", "desavergonhado", etc). Por fim na outra linha narrativa cria-se uma tensão entre Lip (Jeremy Allen White) e seu irmão Ian (Cameron Monaghan). Enquanto um está na universidade de Chicago estudando, o outro começa a trabalhar no mesmo lugar como faxineiro! A situação não demora a criar uma situação bem delicada entre eles. / Shameless 6.03 - The F Word (EUA, 2016) Direção: Nisha Ganatra / Roteiro:  John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.04 - Going Once, Going Twice
Frank (William H. Macy) arranja um emprego de babá para sua filha. Ela vai trabalhar para um casal em que a esposa está com um câncer terminal. Frank quer que Debbie (Emma Kenney) seduza o marido, afinal o sujeito vive bem, tem uma bela casa, um emprego e em breve estará viúvo. Acha que Frank foi longe demais? Bom, nada mais do que mais um dia normal na vida da família Gallagher. Enquanto isso Fiona (Emmy Rossum) tenta salvar sua própria casa de ir a leilão em Chicago. Afinal de contas se ela for vendida todos vão parar no meio da rua. A casa é velha, caindo aos pedaços, mas é o lar dos Gallagher. Ela até tenta dar o lance vencedor, mas não consegue. O antigo bairro passa por uma valorização e os terrenos por lá começam a valer pequenas fortunas. Pelo visto cada um terá que se virar. Para piorar Fiona descobre mais um aspecto negativo de seu novo namorado, o dono da lanchonete onde ela trabalha. Há semanas ela sabe que ele luta contra um vício em drogas pesadas como heroína e agora descobre que ele também já cumpriu pena por matar um homem no passado. A barra certamente vai pesar um pouco mais para o casal. Não muito preocupado com isso, Ian (Cameron Monaghan) vai atrás de seu novo crush, um bombeiro negro que faz parte do primeiro batalhão exclusivamente gay do corpo de bombeiros de Chicago. Pelo visto os tempos são outros realmente, tempos modernos. E como nenhum relacionamento é muito normal para essa família, Lip (Jeremy Allen White) continua seu caso amoroso com sua professora na universidade. Ela é casada, mas como está em um casamento aberto onde seu marido sabe de tudo, chega até a receber Lip em sua casa para ele transar com sua esposa em seu próprio quarto. Pois é... Tempos modernos 2... / Shameless 6.04 - Going Once, Going Twice (EUA, 2016) Direção: Christopher Chulack / Roteiro: John Wells, Paul Abbott/ Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.05 - Refugees
Com a venda da casa da família Gallagher todo mundo acaba indo para o olho da rua. Além de "Shameless" (sem vergonhas) eles viram também "Homeless" (sem tetos). Pois é, tempos duros. Fiona (Emmy Rossum) vai morar com seu namorado, o dono da lanchonete onde ela trabalha. Carl (Ethan Cutkosky) decide que vai comprar um apartamento com o dinheiro do tráfico de armas e drogas que ganha. Por ser universitário Lip (Jeremy Allen White) acaba se safando pois mora na própria universidade, em um dormitório estudantil. Para não deixar o irmão na rua ele chama Ian (Cameron Monaghan) para se alojar com ele. Frank (William H. Macy) e Debbie (Emma Kenney) apostam todas as suas fichas na casa da família onde ela agora trabalha como babá. Outro fato marcante desse episódio vem com a vingança pornô da ex-namorada de Lip. Em um descuido ele a deixa em seu quarto sozinha. Ela fuça seu pc e descobre fotos da namorada dele (a professora) dando mole. Não demora muito e ela espalha a imagem para todos os computadores da universidade, usando a internet para isso. Escândalo total. É isso, "Shameless" é bem divertida. Uma boa série para se assistir nos momentos de ócio. / Shameless 6.05 - Refugees (EUA, 2016) Direção: Wendey Stanzler / Roteiro: John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.09 - A Yurt of One's Own
Frank e Deborah vão parar em uma comunidade hippie bem no meio da floresta. O lugar é rústico, com amor livre, drogas e tendas para suportar o frio dos arredores de Chicago. Pior do que isso - Frank precisará trabalhar para garantir sua comida. O que ele nem desconfia é que por trás do papo new age há uma plantação de papoula (usada para a fabricação do ópio) bem debaixo da pequena aldeia hippie. Já Lip enche tanto a cara na festa da fraternidade onde trabalha que vai parar no hospital. Pois acontece com Ian, quando chamado por Mandy descobre duas coisas absurdas: a primeira é que ela trabalha como prostituta, a segunda que tem um cliente morto no quarto onde ela teria ido para mais um programa. Por fim Fiona tenta se divorciar, mas seu marido (aquele músico fracassado) cria problemas em cima de problemas. E ela, quem diria, só quer mesmo manter seu relacionamento sério com o dono da lanchonete onde trabalha. Enfim, nada de novo na caótica rotina da família Gallagher. / Shameless 6.09 - A Yurt of One's Own (Estados Unidos, 2016) Direção: Ruben Garcia / Roteiro: John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.10 - Paradise Lost
Debbie está para ter sua filha, só que ela se encontra naquela comunidade de hippies malucos. Eles querem que seu parto seja feito lá mesmo, em uma banheira imunda. Pior do que isso, a parteira é uma senhora, já bem avançada na idade, cujo último parto que realizou foi na década de 70! Desesperada, com fortes dores, Debbie faz o que qualquer mulher sensata faria - dá no pé e volta para sua casa em Chicago, onde acaba tendo a criança na sala, em meio ao desespero de sua família. Um dia normal na caótica existência dos Gallaghers. Quem não queria ir embora do lugar onde vive os hippies era justamente Frank, ainda mais agora que estava tendo sexo fácil com as mulheres do lugar. Aliás as confusões envolvendo Frank não param por aí. Pego por traficantes ele acaba contando para eles que lá na comunidade dos bichos grilos há uma plantação de papoula - a base da droga chamado ópio. Claro que tudo termina sob uma chuva de balas. Já Lip Gallagher tenta se manter na universidade. Ele está sob investigação da reitoria após se embebedar, dando um vexame público na festa da fraternidade feminina onde trabalha. O cara chega ao ponto de fazer xixi na frente de todo mundo e até na diretora do campus! No outro dia acorda sem lembrar de nada em um hospital. Por fim há Ian. Ele encontrou um novo objetivo na vida, quer ser bombeiro e precisa fazer um teste para entrar. Ele está tendo um caso com um bombeiro negro (que é HIV positivo!) e se prepara para dar uma guinada na vida. Na hora de responder o formulário de admissão acaba escondendo uma informação importante: a de que ele já teve problemas psicológicos! Mais problemas certamente estão por vir. / Shameless 6.10 - Paradise Lost (Estados Unidos, 2016) Direção: Lynn Shelton / Roteiro:  John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White.

Shameless 6.11 - Sleep No More
Por fim conferi mais um episódio de "Shameless". Eu curto bastante essa série por causa de seu humor negro politicamente incorreto. Já estou chegando no final de sexta temporada. Aqui nesse penúltimo episódio da temporada (Sleep No More) encontramos Frank aprontando de novo. Ele quer pagar tudo no casamento de Fiona, mas ninguém sabe de onde vem o dinheiro. Como se trata de Frank é sempre bom manter um pé atrás. Pior é que ele acaba saindo no braço com o noivo da filha, entrando em um quebra pau daqueles. Embora apanhe muito Frank decide que não vai deixar barato e contrata um assassino profissional para matar o noivo de Fiona antes do casamento! Já Ian quer uma nova chance na vida. Ele pretende entrar no corpo de paramédicos dos bombeiros, mas sua superiora descobre que ele tem problemas de bipolaridade! Não será algo fácil de superar. Melhor se sai Kevin, o dono do bar, que agora tem além da esposa em sua cama, a russa que vive ilegalmente nos Estados Unidos. Tudo para que ela não seja pega pela imigração. Nada mal, nenhum homem realmente iria reclamar de algo assim. / Shameless 6.11 - Sleep No More (Estados Unidos, 2016) Direção: Anthony Hemingway / Roteiro:  John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White / Data de exibição nos Estados Unidos: 27 de março de 2016.

Shameless 6.12 - Familia Supra Gallegorious Omnia! 
Melhor se sai a divertida "Shameless". Conferi nesse fim de semana o fim da sexta temporada. Foram doze episódios que se não inovaram muito, pelo menos mantiveram o padrão da série, que é muito boa. Esse último episódio se intitula Familia Supra Gallegorious Omnia! Como era de se esperar Frank arrasa com o casamento de Fiona. Ele aparece na Igreja meio bêbado, drogado (ou as duas coisa juntas) e transforma tudo em um grande fiasco. Acaba revelando a Fiona que seu futuro marido é um mentiroso. Ele vinha dizendo que havia superado seu vício em heroína, mas Frank achou todas as seringas dentro da gaveta de seu armário. A notícia deixa Fiona devastada. Ela não quer se casar com alguém com esse tipo de problema. Outro que enfrenta problemas (só que com bebidas) é Lip. Depois de quase bater em seu professor na universidade ele decide entrar para um programa de reabilitação. Afinal nunca é tarde para recomeçar. Por fim Ian Gallagher (Cameron Monaghan) tenta se manter no emprego de paramédico do corpo de bombeiros, mesmo após sua superior descobrir que ele tem um histórico de bipolaridade, algo que herdou de sua mãe, uma mulher com muitos problemas psiquiátricos. / Shameless 6.12 - Familia Supra Gallegorious Omnia!  (Estados Unidos, 2016) Direção: Christopher Chulack / Roteiro: John Wells, Paul Abbott / Elenco: William H. Macy, Emmy Rossum, Jeremy Allen White / Data de exibição nos Estados Unidos: 3 de abril de 2016.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 21 de maio de 2017

Eleição

Título no Brasil: Eleição
Título Original: Election
Ano de Produção:1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Tom Perrotta, Alexander Payne
Elenco: Matthew Broderick, Reese Witherspoon, Chris Klein, Jessica Campbell, Mark Harelik, Phil Reeves

Sinopse:
A vida do professor Jim McAllister (Matthew Broderick) se torna bem complicada quando ele resolve organizar as eleições estudantis em uma escola de ensino médio (High School, nos Estados Unidos). Uma das candidatas, a aluna Tracy Flick (Reese Witherspoon), se torna obcecada em vencer, transformando a vida de Jim em um verdadeiro inferno, ao estilo escolar!

Comentários:
Gostei bastante desse filme juvenil que conta com um elenco muito bom, a começar pela presença de Matthew Broderick. Na década anterior ele ficou conhecido por estrelar "Curtindo a Vida Adoidado", considerado por muitos como o melhor de seu estilo. Aqui ele volta para a escola, mas não como aluno que mata aulas, mas sim como um jovem professor que precisa lidar com a maluquinha aluna interpretada por Reese Witherspoon. Poucas vezes a vi em um papel tão adequado, já que Reese tem esse tipo mesmo, a de ser obcecada em vencer de qualquer jeito. Na própria carreira de atriz em Hollywood ela é bem conhecida por ter esse tipo de personalidade. Ainda bem jovenzinha, ela já demonstrava ter um talento diferenciado. Então tudo caiu como uma luva. O filme é bem produzido, dirigido e roteirizado e conseguiu para surpresa geral arrancar uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor roteiro Adaptado. Quem diria que uma comédia juvenil iria tão longe, em uma categoria tão nobre da Academia? Pois é... Foi algo bem surpreendente mesmo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Desejo Proibido

Título no Brasil: Desejo Proibido
Título Original: If These Walls Could Talk 2
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO Films,
Direção: Jane Anderson, Martha Coolidge
Roteiro: Jane Anderson, Sylvia Sichel
Elenco: Vanessa Redgrave, Sharon Stone, Ellen DeGeneres, Elizabeth Perkins, Michelle Williams, Paul Giamatti, Chloë Sevigny

Sinopse:
O filme mostra, através de 3 narrativas, os problemas enfrentados por mulheres lésbicas ao longo dos anos. Nos anos 60 Edith (Vanessa Redgrave) precisa lutar por seus direitos após a morte de sua amada. Elas viveram 50 anos juntas, mas a família da sua esposa não admite dar nenhum direito a ela por causa desse romance homossexual. Nos anos 70 a jovem feminista Linda (Michelle Williams) sofre perseguição na universidade por sua opção sexual. Por fim, nos anos 2000, Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres), lutam para terem seu próprio filho.

Comentários:
Um bom telefilme que foi lançado no Brasil no mercado de vídeo. O roteiro é bem interessante, mostrando três histórias diferentes, em três décadas diversas, envolvendo lésbicas, mulheres que sofreram todos os tipos de preconceitos por serem homossexuais. No primeiro episódio, passado na década de 1960, uma mulher vê sua companheira morrer. O problema é que a família dela a abomina, justamente por ser gay. Após viverem 50 anos juntas, como casal, tudo termina de forma abrupta! As coisas não melhoram nos anos 1970, quando alunas são perseguidas na universidade onde estudam por serem lésbicas. Por fim, numa história atual, a estrela Sharon Stone é uma lésbica que precisa lutar para ter um filho com sua esposa, por causa dos problemas jurídicos envolvendo o reconhecimento de maternidade envolvendo um casal de lésbicas. Embora tenha sido feito para a TV a cabo (o filme foi produzido pela HBO, no começo do canal), tudo é de muito bom gosto, com elenco bonito e bela produção. Curiosamente do elenco feminino apenas Ellen DeGeneres é assumidamente lésbica. Vale a pena conhecer, principalmente para o público LGBTS.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Os Filmes de Brad Pitt - Parte 1

A primeira vez que ouvi falar em Brad Pitt foi por causa de sua participação no filme "Thelma & Louise" de 1991. Ele interpretava um jovem com chapéu de cowboy chamado J.D. Não havia nada de especial em sua "interpretação", na verdade Pitt chamou a atenção do público feminino mesmo por causa de sua beleza e sensualidade. Como o roteiro do filme explorava duas mulheres que tinham decidido deixar suas vidas chatas de donas de casa para trás, correndo em busca de aventuras, o bonitão vivido por Pitt representava antes de mais nada essa liberdade sexual recentemente recuperada por elas.

O fato porém é que esse não foi o primeiro papel do ator no cinema. Ele havia estreado bem antes, ainda nos anos 80, aparecendo em filmes como "Hunk - Um Pacto dos Diabos", "Atraídos Pelo Perigo" e "Abaixo de Zero". Em nenhum deles chegou nem perto de atrair a atenção do público. Suas participações eram nulas, muitas vezes seus "personagens" sequer tinham nomes. Em "Hunk" ele apareceu nos créditos como "O Rapaz na Praia", ou seja, nada muito promissor ou importante. Como todo jovem ator em Hollywood, Pitt precisou ralar um bocado para alcançar seu lugar ao sol.

Como havia muitos testes todos os dias para arranjar um trabalho, Pitt acabou indo parar até mesmo na série "Dallas" onde interpretou um jovem chamado Randy. Aparecer em Dallas foi bem importante para ele, principalmente para se tornar mais conhecido de agentes, diretores e produtores. A TV porém não era bem aquilo que ele procurava, por isso sua participação se limitou a apenas quatro episódios exibidos em 1987 no canal ABC. Depois disso Brad Pitt ainda trabalhou na televisão por cachês que seguravam sua barra como em "Anjos da Lei" e até mesmo "A Hora do Pesadelo", série feita para a televisão baseada nos famosos filmes de terror. Nada porém parecia dar muito certo ou colher bons frutos para sua carreira.

Sua sorte só mudou mesmo com Thelma & Louise. Esse filme foi realmente o divisor de águas em sua filmografia. Após bastante tempo estrelando séries, telefilmes e filmes sem grande importância, ele teve sua chance de aparecer para os grandes estúdios. Essa produção foi considerada uma das mais bem sucedidas daquele ano e apesar de ser estrelada pelas atrizes  Susan Sarandon e Geena Davis, todos só falavam da pequena e importante participação de Brad Pitt nas telas. O ator então vendo um bom momento em sua carreira trocou de agente e passou a fazer parte de uma agência bem importante de Los Angeles. Seus novos agentes prometiam oportunidades em grandes filmes que estavam sendo produzidos. Um novo horizonte finalmente se abria para Brad naquele começo dos anos 90.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Al Pacino - Filmografia Comentada - Parte 4

O fracasso comercial de "Revolução" foi tão grande que Al Pacino resolveu se afastar de Hollywood. Ele ficou especialmente magoado com a crítica especializada que resolveu jogar os cachorros para cima dele, em textos bem violentos e ofensivos. Os estúdios também começaram a achar que Pacino já não tinha mais a mesma força de antes para atrair bilheteria. Dentro da indústria cinematográfica americana você vale o quanto consegue faturar. Mesmo sendo um dos atores mais talentosos de sua geração, Pacino foi colocado de lado sumariamente.

Assim o ator ficaria quatro anos sem fazer um filme. Ele estava chateado com tudo, fechou seu apartamento em Los Angeles e voltou a morar em Nova Iorque. Pacino queria voltar para a sua grande paixão: os palcos dos teatros da cidade. Em pouco tempo Pacino estava envolvido em inúmeras peças, todas elas muito bem sucedidas tanto do ponto de vista comercial como de crítica. O grande ator dos primeiros anos do Actors Studio estava de volta ao seu habitat natural, onde ele sempre gostava de estar. Ele inclusive começou a trabalhar em um projeto quase amador mostrando a vida de um ator de teatro no efervescente meio teatral de Nova Iorque. Esse projeto só sairia anos depois, mas Pacino começou a fazer algumas filmagens por conta própria.

Em 1989, com todas as feridas fechadas, um grande estúdio de Hollywood procurou por Pacino. Eles ofereceram o papel principal em um filme policial chamado "Vítmas de uma Paixão" (Sea of Love, no original). O filme seria dirigido por Harold Becker. Ele havia dirigido "Assassinato a Sangue Frio", um thriller que Pacino havia gostado muito. Além disso o cineasta era de Nova Iorque, algo que deixava Pacino mais à vontade. Ele estava cansado dos diretores de Los Angeles, com suas mentes fechadas, sempre pensando nas bilheterias, esquecendo completamente do lado artístico das obras cinematográficas.

Pacino havia gostado do roteiro, mas tinha algumas exigências. Uma delas, a principal, era filmar em Nova Iorque. Ele não queria ir para Los Angeles todas as semanas por causa de seus compromissos teatrais. A Universal aceitou as exigências, em parte. Havia questões financeiras envolvidas, pois filmar em Nova Iorque sempre havia sido muito caro, por causa dos impostos cobrados pela prefeitura. Assim chegou-se a um meio termo. As cenas exteriores seriam filmadas em sua grande maioria nas ruas da cidade de Nova Iorque, porém algumas cenas internas seriam rodadas em Toronto, no Canadá. Depois de uma certa hesitação Pacino finalmente assinou seu contrato. Ele estava pronto para voltar às telas.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Fúria da Tempestade

Título no Brasil: Fúria da Tempestade
Título Original: The Tempest
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC Studios
Direção: Jack Bender
Roteiro: James S. Henerson
Elenco: Peter Fonda, John Glover, Harold Perrineau, Katherine Heigl, John Pyper-Ferguson
  
Sinopse:
Estados Unidos. Sul. 1851. O fazendeiro Gideon Prosper (Peter Fonda) se vê traído por seu próprio irmão e resolve se esconder no meio das florestas perto de sua antiga fazenda. Ao seu lado segue sua amada filha. Tudo muda novamente quando os tambores da guerra começam a tocar. Uma grande guerra civil entre norte e sul se aproxima no horizonte. Muitos morrerão.

Comentários:
O dramaturgo William Shakespeare escreveu a peça "A Tempestade" em 1610. De lá para cá houve inúmeras, milhares de adaptações, tanto para os palcos, como também para o cinema. Essa versão que aqui temos foi feita para a TV, para ser exibida no canal NBC. Para sair um pouco do convencional o roteirista James S. Henerson resolver levar a estória original para os Estados Unidos, nas portas da guerra civil americana. Não foi a primeira vez que mudaram o contexto histórico original de uma obra de Shakespeare. Apesar de algumas críticas isso não atrapalhou o resultado. O filme chegou a arrancar até mesmo uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator para Peter Fonda, isso apesar dele também ter sido criticado por ter atuado de forma apática. Enfim, no final das contas o fato é que qualquer adaptação de Shakespeare é sempre muito bem-vinda. Na pior das hipóteses essas versões servem pelo menos para ajudar a divulgar a obra desse autor imortal, abrindo uma porta de entrada para que os jovens procurem pelos textos originais do bardo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Feminino Cangaço

Título no Brasil: Feminino Cangaço
Título Original: Feminino Cangaço
Ano de Produção: 2016
País: Brasil 
Estúdio: Centro de Estudos Euclydes da Cunha
Direção: Lucas Viana e Manoel Neto
Roteiro: Lucas Viana e Manoel Neto
Elenco: Vários
  
Sinopse:
Documentário que procura mostrar como foi a presença feminina durante o auge do Cangaço no nordeste brasileiro na primeira metade do século XX. Através de várias entrevistas o período histórico é reconstruído, mostrando como as mulheres participaram de um movimento que até aquele momento era dominado apenas pelos homens, os chamados cangaceiros.

Comentários:
Esse é um documentário muito interessante porque resgate a figura, muitas vezes desconhecida, da cangaceira nordestina. Quando se fala em cangaço se lembra imediatamente de Virgulino Ferreira, o Lampião. Pois é justamente no estudo em seu bando que conhecemos a presença de várias mulheres que entraram para o mundo do cangaço. Não apenas Maria Bonita, a esposa do capitão, mas também de Dadá, a mulher de Corisco, e várias outras. O curioso é que o espectador acaba descobrindo que as mulheres cangaceiras eram muito mais independentes e donas de si, do que as demais mulheres da época. Elas não faziam serviços domésticos dentro do grupo e tampouco cozinhavam para o bando. Tinham suas próprias armas e se defendiam sempre que era necessário. Em algumas situações se tornavam as líderes, como no caso de Dadá, que assumiu o bando de seu marido Corisco após ele se ferir gravemente durante um confronto com as chamadas volantes, as forças policiais que caçavam os cangaceiros pelo sertão nordestino. O filme também mostra o lado negativo dessa vida. Muitas mulheres foram mortas em combate e as que sobreviveram deixam claro que esse não era o melhor modo de uma mulher viver na época. Elas não podiam criar seus filhos, que eram dados para outras pessoas, fazendeiros e vaqueiros por onde passavam. Havia também o chamado rapto, quando cangaceiros raptavam mulheres à força para segui-los pelos sertões. Enfim, um documentário bem realista daquele período histórico, mostrando não apenas o lado bom dessa presença feminina (como o desenvolvimento de uma verdadeira "moda" nas roupas dos cangaceiros) como também seu lado cruel e violento. O documentário está disponível para se assistir no Youtube no canal do CEEC. Basta acessar para conferir. De nossa parte deixamos a recomendação.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Um Príncipe em Minha Vida

Título no Brasil: Um Príncipe em Minha Vida
Título Original: The Prince & Me
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films
Direção: Martha Coolidge
Roteiro: Mark Amin, Katherine Fugate
Elenco: Julia Stiles, Luke Mably, Miranda Richardson, James Fox
  
Sinopse:
Edward (Luke Mably) é um príncipe da Dinamarca, herdeiro do trono, que vai até os Estados Unidos em busca de uma vida comum, normal. No novo país conhece e se apaixona por Paige Morgan (Julia Stiles), uma jovem americana comum. Ela sonha em um dia se tornar médica. Os dois começam a namorar, porém Edward não diz para sua nova namorada que ele é herdeiro do trono do reino da Dinamarca e que se um dia vierem a se casar ela será a futura rainha daquele país do norte europeu!

Comentários:
Quem diria que esse filme, tão despretensioso, iria dar origem a três sequências, todas feitas para a TV? Virou uma espécie de novelinha para adolescentes, mostrando o romance, namoro e depois casamento de um nobre europeu e uma americana comum - ou seja, o roteiro brinca com o velho sonho de todas as mulheres em um dia encontrar o verdadeiro príncipe encantado de suas vidas! É um romance ao velho estilo, porém com uma edição mais esperta, para agradar às garotas dos dias de hoje. O elenco é bonitinho, esforçado, mas sem nenhum grande talento dramático em cena. Luke Mably mais parece um manequim de exposição de lojas de departamentos, sem qualquer sinal de vida ou carisma. Um pouquinho melhor se sai Julia Stiles, que já naquela época mostrava ter mais futuro no cinema. Curiosamente o filme usou a República Tcheca como cenário para a Dinamarca - complicado entender a razão! Muito provavelmente foi mais barato para a produção fazer o filme por lá, por causa dos impostos. Pena, porque quem conhece a Europa mais a fundo vai logo perceber a diferença de cenários. Enfim, mais um romance adolescente feito especialmente para eles. Se for o seu caso, arrisque!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O Hotel de Um Milhão de Dólares

Título no Brasil: O Hotel de Um Milhão de Dólares
Título Original: The Million Dollar Hotel
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra
Estúdio: Icon Entertainment International
Direção: Wim Wenders
Roteiro: Bono, Nicholas Klein
Elenco: Jeremy Davies, Milla Jovovich, Mel Gibson, Julian Sands, Amanda Plummer, Gloria Stuart
  
Sinopse:
Em hotel de quinta categoria, daqueles bem decadentes mesmo, um corpo é encontrado em um dos quartos. Após uma investigação descobre-se que o sujeito morto é um figurão, um bilionário, que andava desaparecido. Para desvendar o que lhe teria acontecido entra em cena o detetive Skinner (Mel Gibson), que passa então a juntar as peças do quebra-cabeças desse estranho caso. Filme premiado no Berlin International Film Festival.

Comentários:
Um filme que chamou bastante atenção na época. A direção era do cult cineasta Wim Wenders, que aqui dava vida a um roteiro escrito pelo próprio Bono, do U2. O filme foi produzido pela Icon, a empresa cinematográfica de Mel Gibson, que também estava no elenco. Com tanta gente boa na ficha técnica era de se esperar mesmo por um excelente filme. Infelizmente devo dizer que o filme tinha muito estilo, muita classe, mas pouco conteúdo. É uma daquelas fitas que são tão desesperadas para se tornarem cult movies que acabam se tornando apenas chatas e enfadonhas. A estória não avança para lugar nenhum, tudo é meio sem propósito ou direção. Apesar dos nomes envolvidos o filme custou pouco (meros oito milhões de dólares), mas conseguiu se sair ainda pior nas bilheterias, rendendo ridículos 30 mil dólares em seu primeiro final de semana de exibição nos Estados Unidos. No final das contas "O Hotel de Um Milhão de Dólares" sofre por ser pretensioso demais e pedante além do limite. O fracasso, pelo menos nesse caso, foi mais do que merecido. Se existe uma só palavra que descreve esse filme essa palavra é seguramente "chato".

Pablo Aluísio.

Regras da Vida

Título no Brasil: Regras da Vida
Título Original: The Cider House Rules
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio:  Miramax
Direção: Lasse Hallström
Roteiro: John Irving
Elenco: Tobey Maguire, Charlize Theron, Michael Caine, Paul Rudd, Kieran Culkin, Kathy Baker
  
Sinopse:
Homer Wells (Tobey Maguire) é um órfão, um rapaz que foi abandonado ainda nos primeiros anos de vida. Ele viveu assim toda a sua vida em um orfanato. E foi justamente lá que conheceu o Dr. Wilbur Larch (Michael Caine), um homem bem sábio em suas experiências de vida, que se torna um grande amigo próximo de Wells. Filme premiado pelo Oscar nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Caine) e Melhor Roteiro Adaptado (Irving).

Comentários:
Gostei bastante desse filme. O elenco é ótimo, com vários atores jovens trabalhando ao lado de grandes veteranos (como o sempre excelente Michael Caine). Caine aliás venceu o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, demonstrando que apesar da idade e dos problemas que enfrentou ao longo da carreira, seu talento continuava intacto. O outro Oscar que "Regras da Vida" levou foi o de Roteiro Adaptado. O roteirista John Irving adaptou para o cinema seu próprio romance, um livro que chamou bastante atenção quando foi lançado originalmente. Em minha opinião a categoria em que ele foi premiado foi equivocada, uma vez que como ele era o autor do livro que deu origem ao roteiro, deveria ser indicado ao prêmio de Melhor roteiro original. Mas enfim, coisas de Hollywood. No mais temos no elenco ainda a linda Charlize Theron (mais bonita do que nunca) e o "Homem-Aranha" Tobey Maguire, aqui tentando se distanciar um pouco da figura do super-herói. No geral é um filme muito bom, que anda injustamente esquecido nos dias de hoje.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Al Pacino - Filmografia Comentada - Parte 3

Hoje em dia "Scarface" de Brian De Palma é considerado um filme cult, porém na época de seu lançamento houve inúmeras críticas. O termo mais usado para definir essa fita foi "exagerada". Havia excessos por todas as partes, da violência, dos palavrões, da quantidade de cocaína, dos tiros e o mais surpreendente de tudo, da atuação de Al Pacino. Ele foi criticado por ter exagerado na dose. A atuação do ator foi dita como puro overacting! Essa era uma resposta nova em termos de Al Pacino, logo ele que sempre foi tão elogiado pela crítica. Alguma coisa havia saído dos trilhos.

Em termos de bilheteria o filme não foi um fracasso comercial como muitos disseram. Ao custo de 25 milhões de dólares a fita fez 44 milhões apenas no mercado americano. Se não era um hit ou um sucesso, pelo menos cobriu seus custos de produção, deixando um bom lucro para os estúdios Universal.

O interessante é que Pacino não ficou insatisfeito com sua atuação de uma forma em geral, mas sim pelo fato de ter interpretado outro mafioso. Ele não queria se repetir ano após ano, tentando recuperar o que havia sido deixado para trás nos filmes da franquia "O Poderoso Chefão". Para Pacino o importante era variar mais em seus personagens no cinema. Repetir-se não era um dos seus objetivos, mesmo que isso significasse excelentes cachês ou boas bilheterias de cinema. Para Pacino o desafio sempre falaria mais alto.

Assim ele resolveu dar mais um tempo. Ficou dois anos fora das telas. Voltou aos palcos, ao teatro em Nova Iorque. Havia uma certa mágoa por parte do ator das críticas que lhe foram feitas. Em 1985 ele decidiu retornar após fazer uma escolha bem ruim. Pacino decidiu que iria estrelar o novo filme de  Hugh Hudson chamado "Revolução". Era um drama épico, histórico, sobre os revolucionários americanos que lutaram pela independência de seu país no século XVII. O filme não foi uma produção tão cara como foi dito na época (custou em torno de 28 milhões de dólares), mas as bilheterias foram pífias. O público não se interessou em nada pelo filme. No primeiro fim de semana o filme só conseguiu arrecadar 50 mil dólares. Em poucos dias todos os jornais americanos estampavam que o novo filme de Al Pacino havia se tornado um dos maiores fracassos de bilheteria da história. Um fracasso monumental.

Pablo Aluísio.

sábado, 22 de abril de 2017

Sempre Amigos

Título no Brasil: Sempre Amigos
Título Original: The Mighty
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax
Direção: Peter Chelsom
Roteiro: Charles Leavitt
Elenco: Sharon Stone, Kieran Culkin, Gena Rowlands, Elden Henson, John Bourgeois, Rudy Webb
  
Sinopse:
Um garoto gordinho e solitário, que sempre foi vítima de bullying, acaba encontrando a amizade verdadeira ao conhecer um menino que sofre de uma doença degenerativa. Juntos eles sonham e brincam como se estivessem na corte do lendário Rei Arthur. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz - Drama (Sharon Stone). Também indicado na categoria de Melhor Música ("The Mighty" de Sting e Trevor Jones).

Comentários:
Adaptação para o cinema da novela dramática escrita por Rodman Philbrick. Eis aqui um bonito drama produzido e bancado pela atriz Sharon Stone. Ela emprestou sua fama e seu prestígio dentro do cinema para divulgar esse drama bem humano, muito embora sua personagem tenha pequena participação dentro da trama. Curiosamente por esse pequeno papel Sharon acabou sendo indicada a vários prêmios por sua atuação, em especial o Globo de Ouro. Para uma atriz como ela, que sempre foi considerada apenas uma estrela de Hollywood que venceu na carreira por sua beleza foi uma mudança e tanto nos ares de sua filmografia. De qualquer forma os verdadeiros astros desse elenco são as crianças, o elenco juvenil e mirim. Eles roubam as atenções pois apesar de serem ainda bem jovens demonstram grande talento em cena. Um aspecto curioso é a presença e atuação de Kieran Culkin, membro menos conhecido da família Culkin, irmão mais jovem de Macaulay Culkin.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Noiva em Fuga

Título no Brasil: Noiva em Fuga
Título Original: Runaway Bride
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, Touchstone Pictures
Direção: Garry Marshall
Roteiro: Josann McGibbon, Sara Parriott
Elenco: Julia Roberts, Richard Gere, Joan Cusack
  
Sinopse:
Não importa o quanto tente, Maggie Carpenter (Julia Roberts) simplesmente não consegue se casar. Nas três vezes que tentou, ela sempre decide ir embora, deixando seu noivo no altar. A história tão fora do comum chama a atenção do jornalista Ike Graham (Richard Gere) que vai para a cidade de Maggie para confirmar toda a história. O que ele não esperava era se sentir atraído pela "noiva em fuga"!.

Comentários:
Tentativa muito mal sucedida de repetir o sucesso de "Uma Linda Mulher". A intenção do estúdio foi óbvia, reunir novamente Julia Roberts e Richard Gere em uma nova comédia romântica. O problema é que o filme é muito fraco, pífio mesmo. Gere nunca pareceu tão sem interesse em cena. Na verdade ele próprio reconheceria depois que só fez o filme por causa do cachê indecente oferecido pela Paramount para que ele voltasse a atuar ao lado de Julia Roberts. Por quase dez anos ele foi recusando um roteiro atrás do outro para atuar ao lado de Roberts, até que em 1999 aceitou o convite. Deveria ter recusado. Há filmes que são tão sem sal, tão "Family-friendly" que se tornam ao final simplesmente insuportáveis. Esse é uma daquelas fitas descartáveis que são logo esquecidas, aqui merecidamente, já que o resultado é abaixo da crítica. Péssimo, perda de tempo e dinheiro. Melhor esquecer. Filme vencedor do Blockbuster Entertainment Awards na categoria Melhor Atriz (Joan Cusack).

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Al Pacino - Filmografia Comentada - Parte 2

No começo da década de 1980 Al Pacino ficou praticamente dois anos sem lançar nenhum filme. Os convites chegavam até ele, mas o ator parecia mais interessado nos palcos do que nas telas. Durante esse período ele se dedicou ao teatro em Nova Iorque até que em 1982 o diretor Arthur Hiller lhe enviou um roteiro escrito por Israel Horovitz. Era uma história bem interessante sobre um autor de peças da Broadway que passava por uma grande tensão familiar e profissional decorrente da estreia de sua nova peça.

Pacino que estava tão submerso no meio teatral gostou muito do que leu. Assim aceitou o convite para atuar como o protagonista de "Author! Author!" que no Brasil recebeu o título de "Autor em Família". De certa maneira era um filme menor, com produção mais modesta, feito para um público mais específico, ligado ao mundo do teatro. Pacino assim voltava ao cinema de uma maneira mais sutil, mais artística. Colecionando boas críticas ele acabou sendo indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Ator - Comédia ou Musical, pois os membros do prêmio entenderam que o filme tinha mais potencial de comédia de costumes do que drama, o que de certa maneira era uma visão bem absurda.

Apesar da boa repercussão por parte da crítica, as bilheterias foram consideradas mornas. Pacino já não parecia mais ser o grande astro dos tempos de "O Poderoso Chefão". Ao contrário disso investia cada vez mais em um tipo de cinema mais intimista, autoral. Correr riscos já não parecia muito fazer sua cabeça. Em Hollywood porém você não pode ser tão cult assim, pois os estúdios visam principalmente o sucesso comercial, uma vez que a roda comercial da indústria cinematográfica não pode parar de girar. É sempre necessário gerar receitas e mais receitas e o valor de um ator é medido não pela qualidade de seus filmes, mas sim pela capacidade de gerar boas bilheterias, acima de tudo.

Voltar ao sucesso era algo necessário para Pacino naqueles anos. Seu agente então lhe mostrou o roteiro do novo filme de Brian De Palma. Tudo parecia se encaixar muito bem. O roteiro era escrito pelo prestigiado Oliver Stone, um veterano da guerra do Vietnã, que havia se destacado por causa de seus textos viscerais. Para Pacino parecia ainda mais perfeito porque o protagonista era um gangster, tal como o que ele havia interpretado na saga "O Poderoso Chefão". Embora o novo projeto fosse um remake de "Scarface - A Vergonha de uma Nação" de 1932, tudo era repensado. A ação não se passaria mais nos anos 30, mas sim nos anos 80, em uma Miami cheia de traficantes e cocaína. "Scarface" assim foi escolhido por Al Pacino para ser seu retorno triunfal nas grandes bilheterias. Um filme feito para fazer muito sucesso comercial, mas será que daria realmente certo?

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Um Sinal de Esperança

Título no Brasil: Um Sinal de Esperança
Título Original: Jakob the Liar
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, França, Hungria
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Peter Kassovitz
Roteiro: Peter Kassovitz
Elenco: Robin Williams, Alan Arkin, Hannah Taylor Gordon, Éva Igó, Kathleen Gati, Bob Balaban
  
Sinopse:
A história do filme se passa em 1944, na Polônia ocupada por nazistas. A guerra entra em sua fase final e um judeu chamado Jakob (Robin Williams) se torna uma importante fonte de informações para a comunidade judaica aprisionada em um gueto da cidade. Com a censura imposta pelos alemães, a única possibilidade de se saber o que estava acontecendo era um velho rádio usado por Jakob de forma clandestina.

Comentários:
Baseado na novela escrita por Jurek Becker, o filme se concentra em um personagem bem singular, um homem do povo, interpretado por Robin Williams. É de forma em geral um bom filme, valorizado pela sua boa história. Esses guetos que foram criados pelos nazistas, um deles retratado no filme, eram verdadeiras prisões provisórias. Os judeus eram confinados dentro de seus linhas e ficavam em condições sub humanas até o momento em que fossem transportados para campos de extermínio. O gueto mais famoso da história foi o gueto de Varsóvia, mas existiram muitos outros, por toda a Europa. Depois de meses - algumas vezes até anos - limitados a viverem nesses guetos sujos e sem comida, os judeus eram então levados de trem (transportados como gado), para os campos de concentração onde eram finalmente executados sumariamente. Esse é mais um drama pesado na carreira de Robin Williams. Há tentativas tímidas de se fazer um pouco de humor aqui ou acolá, mas como o tema do filme é sobre o holocausto isso é totalmente amenizado. Enfim, um bom filme histórico que merecia inclusive melhor reconhecimento por parte dos festivais de cinema pelo mundo afora, algo que não aconteceu, talvez por puro preconceito por ser uma fita estrelada por um astro do humor de Hollywood. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.