terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - Garotas Selvagens

Título no Brasil: Garotas Selvagens
Título Original: Wild Things
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Mandalay Entertainment
Direção: John McNaughton
Roteiro: Stephen Peters
Elenco: Kevin Bacon, Matt Dillon, Neve Campbell, Denise Richards, Theresa Russell, Robert Wagner, Bill Murray
  
Sinopse:
O professor Sam Lombardo (Matt Dillon) é detido, acusado de ter estuprado uma aluna, Kelly Van Ryan (Denise Richards), de uma tradicional família da Flórida. O detetive Ray Duquette (Kevin Bacon) começa então a investigar o caso e encontra furos e histórias mal contadas. Mesmo com a testemunha de Suzie Toller (Neve Campbell), outra aluna, de origem humilde, ele acredita que a verdade não está com a versão que as garotas contam.

Comentários:
Nunca gostei muito desse filme, isso apesar de contar com um ótimo elenco, uma mistura esperta entre veteranos e estrelas jovens em ascensão. A tentativa de tornar tudo sensual em uma história de cobiça, luxuria e traição, só funciona em termos. Quando tudo desanda para a (quase) vulgaridade, o filme se perde bastante. É um filme curioso também porque foi produzido pelo ator Kevin Bacon que usou seu prestígio pessoal e amizades no meio cinematográfico para trazer gente como Robert Wagner e Bill Murray em pequenas pontas. Também foi o filme que transformou as gatinhas adolescentes Neve Campbell e Denise Richards em musas sensuais para os jovens dos anos 90. Pena que nenhuma delas acabou fazendo uma carreira mais consistente nos anos que viriam. Pelo visto, como costumava dizer John Lennon, um rostinho bonito só dura alguns anos, depois se não tiver talento dramático real a carreira entra em pane, levando todas elas para um ostracismo. Então é isso, hoje em dia "Wild Things" já nem parece mais tão selvagem, embora na época de seu lançamento tenha chamado bastante a atenção. Revisto, vale como mera curiosidade.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - O Quarto Poder

Título no Brasil: O Quarto Poder
Título Original: Mad City
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Costa-Gavras
Roteiro: Tom Matthews
Elenco: John Travolta, Dustin Hoffman, Alan Alda
  
Sinopse:
John Brackett (Dustin Hoffman) é um repórter decadente que ao visitar um museu para uma matéria de rotina acaba tirando a sorte grande. Acontece que o guarda do local, Sam (John Travolta) se revolta ao ser demitido e acaba ameaçando a diretora do museu. Mais do que isso, acidentalmente ele dispara sua arma dentro do lugar. Era tudo o que Brackett precisava para fazer uma reportagem extremamente sensacionalista, chamando a atenção de todo o país.

Comentários:
Essa denominação "Quarto Poder" geralmente é usada para designar os órgãos de imprensa, ou seja, a mídia. Assim foi bem feliz esse título nacional desse filme originalmente chamado "Mad City" (Cidade Louca, em inglês). O roteiro é obviamente uma crítica aos meios de comunicação que geralmente exageram nas matérias jornalísticas, aumentando em muito o real impacto do que está acontecendo. É curioso porque esse filme foi realizado antes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, onde acontecimentos assim, de ameaças e terror, eram relativamente bem raros dentro dos Estados Unidos. Depois de 11/9 situações como essa mostrada no filme dificilmente chamariam a atenção de toda a nação como acontece nesse roteiro. No máximo seria tratado como um evento de criminalidade meramente local. Embora até apresente uma boa ideia o fato é que logo o filme se torna cansativo, principalmente porque o antes aclamado diretor Costa-Gavras não parece ir a fundo em praticamente nada, ficando apenas na superficialidade. Assim o cineasta acaba confirmando uma velha máxima que dizia que grande diretores estrangeiros geralmente se tornam medíocres quando vão para Hollywood. A máquina da indústria cinematográfica americana geralmente engole todos eles, sem dó e nem piedade. Enfim, temos aqui um filme até bem banal, apesar dos nomes envolvidos. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - 10 Curiosidades sobre Cinquenta Tons Mais Escuros

10 Curiosidades sobre "Cinquenta Tons Mais Escuros"

1. O filme "Cinquenta Tons Mais Escuros" foi rodado praticamente de forma simultânea com o terceiro filme da franquia chamado "Cinquenta Tons de Liberdade". A intenção do estúdio foi economizar custos, além de viabilizar um lançamento mais próximo do outro.

2. A Universal Pictures investiu 60 milhões de dólares nessa continuação. Para não pagar tantos impostos o estúdio decidiu que as filmagens seriam realizadas no exterior, em Vancouver no Canadá. Ela foram finalizadas em julho de 2016, em Paris e Nice, na França.

3. O ator Jamie Dornan quase não conseguiu chegar em um acordo com a Universal. Ele pediu um cachê que para o estúdio foi considerado alto demais. Só após várias negociações ele finalmente acertou sua volta como o personagem Christian Grey. Estima-se que ele tenha recebido 10 milhões de dólares pelos dois filmes.

4. Kim Cattrall, Michelle Pfeiffer e Charlize Theron foram cogitadas para atuar nessa segunda produção.

5. O roteirista Niall Leonard é casado com a escritora E.L. James, que escreveu todos os romances que deram origem aos filmes. Essa aproximação ajudou bastante na hora em que havia dúvidas sobre a adaptação do texto original para o cinema.

6. Um momento de tensão aconteceu nas filmagens, quando a equipe se encontrava em Nice, na França. Houve um atentado terrorista, onde várias pessoas foram mortas. A Universal então cancelou o restante das filmagens e toda a equipe técnica retornou aos Estados Unidos.

7. A atriz Dakota Johnson ficou visivelmente abalada com tudo o que aconteceu na França. Na volta aos Estados Unidos decidiu não falar sobre o assunto em suas entrevistas de divulgação do filme.

8. Essa é a estreia do diretor James Foley na franquia. Ele foi contratado para dirigir ainda o terceiro filme "Cinquenta Tons de Liberdade". Profissional experiente no mundo das séries ele dirigiu vários episódios de "House of Cards".

9. A Universal espera faturar algo em torno de 300 a 500 milhões de dólares em bilheteria.

10. Assim como aconteceu com o primeiro filme essa nova continuação não tem sido muito bem recebida pela crítica mundial.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - Entrevista - Dakota Johnson (Cinquenta Tons Mais Escuros)

A atriz Dakota Johnson está dando várias entrevistas ao redor do mundo para o lançamento mundial do filme "Cinquenta Tons Mais Escuros" que chega às telas do Brasil nesse fim de semana. Na imprensa britânica a atriz foi entrevistada por vários jornais e órgãos de imprensa. Confira algumas de suas declarações.

Perguntada sobre o novo filme e seu teor, ela confessou: "Eu nunca pensei que chegaria nesse ponto. Na minha vida pessoal não entraria em um relacionamento tão estranho! Esses filmes me fizeram chegar em lugares que não iria apenas por conta própria" - deixou assim uma sensação de que não concordaria com muitas das situações que sua personagem encara nas produções. "É uma escolha dela, da personagem! Eu não entraria em nada parecido!"

Sobre as críticas Dakota parece bem tranquila. "Sempre haverá críticas ruins e negativas, faz parte do negócio, de se estar no mundo do cinema. Eu percebo que muitos críticos odeiam a tal mensagem que essa história tenta passar, mas isso é uma grande baboseira! É diversão, entretenimento, arte - não é a vida real. As mulheres sonham ainda com príncipes encantados, não tem jeito. Christian Grey é um desses bonitões que sempre esperamos! Ok, ele é meio diferente (risos) mas quem não queria ter um encontro com ele?"

A atriz deixou claro que ainda haverá um terceiro filme a ser lançado no ano que vem. "Estamos no fim das filmagens do terceiro filme! É meio estranho quando algo que já filmamos há tempos só chega nas telas agora, dá uma impressão que estamos assistindo a um filme antigo, embora seja novidade para todo mundo! E então temos que voltar e dar entrevistas de como foram as filmagens, mas será que eu lembro? (risos). Estou feliz que os filmes estejam fazendo sucesso, trabalhamos para isso!".

A texana de Austin porém quer ir além na carreira. "Eu gostei muito de ter atuado em Como Ser Solteira - me identifiquei um bocado com o roteiro! Meu próximo filme será chamado The Sound Of Metal. É uma história sobre uma banda de rock pesado! Eu vou cantar nesse filme, então é tudo ainda no ar! Espero não decepcionar os meus fãs. Suspiria é outro filme meu que chegará em breve nos cinemas. É sobre uma garota na cidade de Berlim durante a década de 1970, guerra fria, e todas essas coisas. Penso que vai ser genial!". Pelo visto Dakota pretende ir sempre em frente, em busca de novos desafios na carreira.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - O Aprendiz

Título no Brasil: O Aprendiz
Título Original: Apt Pupil
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos, França
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Brandon Boyce
Elenco: Ian McKellen, Brad Renfro, Joshua Jackson, David Schwimmer
  
Sinopse:
Baseado em um livro escrito por Stephen king, o filme "O Aprendiz" mostra a história de Todd Bowden (Brad Renfro), um jovem adolescente comum que começa a se aproximar de seu vizinho, o sr. Kurt Dussander (Ian McKellen). Na aparência ele não passa de um velhinho simpático, curtindo a aposentadoria de seus últimos anos de vida. O que poucos sabem é que Kurt foi um oficial nazista da SS durante a II Guerra Mundial.

Comentários:
A premissa, como se pode notar em sua sinopse, é das mais interessantes. Além disso o filme é estrelado pelo ator Ian McKellen, que sempre achei excepcional em praticamente todos os filmes em que atuou. O roteiro explora, de certa forma, a inegável atração que até hoje a ideologia nazista desperta dentro da sociedade americana! O escritor Stephen King aqui quis fazer uma espécie de metáfora sobre o ressurgimento do neonazismo, principalmente entre os jovens. O resultado é muito bom, valorizado por um bem trabalhado suspense que vai crescendo conforme o filme vai chegando ao final. A cena em que o velho SS resolve usar mais uma vez seu uniforme nazista, dos tempos de guerra, com grande orgulho, praticamente bufando de prazer pessoal e auto estima, é um desses momentos que ficarão por muitos anos em sua mente de cinéfilo. Como eu costumo dizer, uma vez que você seja realmente doutrinado em uma ideologia política (seja ela nazista, socialista ou o que for) dificilmente haverá volta. Sua mente é condicionada para sempre e você, de forma fanatizada, acaba abraçando os fundamentos da ideologia como verdades absolutas. Assista ao filme e entenda esse aspecto que resiste aos anos, às derrotas e até mesmo à velhice. Uma vez doutrinado, você estará fisgado para sempre!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - Por uma Vida Menos Ordinária

Título no Brasil: Por uma Vida Menos Ordinária
Título Original: A Life Less Ordinary
Ano de Produção: 1997
País: Inglaterra, Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Danny Boyle
Roteiro: John Hodge
Elenco: Cameron Diaz, Ewan McGregor, Holly Hunter, Stanley Tucci
  
Sinopse:
Após ser demitido, Robert Lewis (Ewan McGregor) decide sequestrar a filha de seu antigo patrão, a nada convencional Celine Naville (Cameron Diaz). Enquanto isso dois anjos são enviados para a Terra com a missão justamente de fazer com que Robert e Celine se apaixonem perdidamente, algo que diante das circunstâncias não será muito fácil! Filme premiado no MTV Movie Awards na categoria de Melhor Música ("Deadweight" de Beck).

Comentários:
No começo da carreira o ator Ewan McGregor fez uma bem sucedida parceria com o cineasta Danny Boyle. O visual moderninho - beirando o punk - de McGregor se mostrava bem de acordo com os roteiros sui generis dos filmes de Boyle. Com essa verniz de coisa nova, moderna, fora dos padrões, eles conseguiram chamar a atenção da crítica inglesa - e depois da americana - solidificando sua base de fãs entre os cinéfilos que curtiam esse tipo de cinema mais alternativo, indie. É a tal coisa, eu nunca fui muito admirador dos filmes de Danny Boyle, mesmo após todos esses anos e mesmo após ele virar, por décadas, um dos cineastas mais queridinhos da mídia. Por exemplo, eu sempre achei um absurdo completo a consagração do fraco "Quem Quer Ser um Milionário?" de Boyle no Oscar! Só com muito apoio da imprensa para que um filme tão convencional e chato como aquele conseguisse vencer todos os principais prêmios da Academia. O único filme que aprecio desse diretor é "Trainspotting - Sem Limites", que inclusive está para ganhar um remake oportunista! Então é isso, "A Life Less Ordinary" é uma obra bem mediana, indo para fraca. Como todo filme assinado por Danny Boyle esse também foi superestimado pela crítica. Hoje o tempo mostrou a realidade, pois tudo se mostra bem datado. O filme, quem diria, acabou se tornando ordinário.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Drama & Romance - Cartas na Mesa

Título no Brasil: Cartas na Mesa
Título Original: Rounders
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax
Direção: John Dahl
Roteiro: David Levien, Brian Koppelman
Elenco: Matt Damon, Edward Norton, John Malkovich, John Turturro
  
Sinopse:
Mike McDermott (Demon) é um jogador de cartas talentoso. Ele tem um sexto sentido e domina as habilidades do jogo, mas em um dia particularmente ruim acaba perdendo todas as economias que iria pagar sua faculdade. Decepcionado, decide abandonar tudo, até ser encorajado por um amigo que acabou de sair da prisão a retornar para os jogos, indo para o tudo ou nada! Indicado ao Venice Film Festival.

Comentários:
Matt Damon fez muitos filmes bacanas na carreira. Esse aqui foi um deles. Ao lado do fantástico (sem exageros!) ator Edward Norton ele estrelou um dos melhores filmes sobre jogos de cartas de Hollywood. É curioso porque poucos sabem, mas esse tipo de roteiro tem uma grande tradição no cinema americano. Basta lembrar dos antigos filmes de faroeste onde vários jogadores profissionais (entre eles Doc Holliday) se reuniam ao redor de uma mesa de cartas para decidir suas sortes. Geralmente esses encontros terminavam em tiroteios, mas aqui o diretor John Dahl (de "Mate-me Outra Vez", "Morte Por Encomenda" e "O Poder da Sedução") optou pelo confronto puramente psicológico, pela tensão da próxima carta jogada sobre a mesa! Nesse aspecto considero o filme realmente muito bom, valorizando cada olhar, cada mudança de postura dos jogadores. Há sequências tão bem editadas que você vai acabar acreditando mesmo que uma partida de poker pode mesmo mudar ou arruinar a vida de uma pessoa para sempre, tal como se fosse um duelo ao estilo do velho oeste. Das vastas filmografias dos atores Matt Damon e Edward Norton, esse é seguramente um dos melhores filmes deles. Fora a dupla, o elenco ainda traz ótimos atores no elenco de apoio, entre eles John Malkovich e John Turturro! Assista, goste você de um bom baralho ou não!

Pablo Aluísio.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Shakespeare Apaixonado

Título no Brasil: Shakespeare Apaixonado
Título Original: Shakespeare in Love
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: John Madden
Roteiro: Marc Norman, Tom Stoppard
Elenco: Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Geoffrey Rush, Tom Wilkinson, Judi Dench
  
Sinopse:
William Shakespeare (Joseph Fiennes) é um jovem escritor, ainda em busca de seu próprio espaço, que se apaixona pela linda e perfeita Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow) que passa a ser sua musa, fonte de inspiração para sua obra e arte. Completamente apaixonado ele vai finalmente entender que sua paixão simplesmente não basta para transformar seus sentimentos em uma bela história de amor.

Comentários:
Sempre achei muito superestimado esse filme. Em seu ano ele levou todos os grandes prêmios da Academia, inclusive melhor filme, melhor atriz (Gwyneth Paltrow), atriz coadjuvante (Judi Dench), roteiro, direção de arte, figurinos, etc... Um exagero! Quando o filme recebeu essa tonelada de prêmios cheguei a me animar e fui ao cinema conferir - imaginem a decepção! O que encontrei foi um filme pop, falsamente histórico, com um enredo piegas e meloso demais para se levar à sério. Pior do que isso, o filme falha miseravelmente onde não poderia falhar, pois a química entre Gwyneth Paltrow e Joseph Fiennes não existe, é zero! Como um romance pode se sustentar se o espectador não consegue se convencer que os personagens estão efetivamente apaixonados e enamorados, vivendo o amor de suas vidas? Absurdo! Aliás devo dizer que a atriz Gwyneth Paltrow sempre fracassou nesse tipo de papel. Ela tem uma personalidade fria, sem muito calor humano. Sua personagem, que deveria ser pura paixão, acaba sendo apenas pura frieza, com isso tudo desmorona. Claro que há uma bela produção desfilando em cena, com figurinos, reconstituição de época e tudo mais. Em termos de luxo nada falta - porém só isso não faz um grande filme. Tem que ter alma, paixão, romance... coisas que "Shakespeare in Love" definitivamente não tem para passar ao público.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Irresistível Paixão

Título no Brasil: Irresistível Paixão
Título Original: Out of Sight
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Frank
Elenco: George Clooney, Jennifer Lopez, Ving Rhames, Steve Zahn
  
Sinopse:
Baseado no romance policial escrito por Elmore Leonard, "Irresistível Paixão" conta a estória de Jack Foley (George Clooney). Ladrão profissional, ele é preso e condenado a cumprir pena em uma penitenciária de segurança máxima. Com inteligência acima da média consegue fugir do lugar, usando um veículo pertencente a uma agente do próprio FBI, a agente federal Karen Sisco (Jennifer Lopez). Em pouco tempo se apaixonam!

Comentários:
Esse filme foi muito superestimado pela crítica na época em que foi lançado a tal ponto que conseguiu arrancar duas indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado (Scott Frank) e Melhor Edição (Anne V. Coates). Na verdade o que temos é um filme bem mediano, beirando o ruim, que se apoio totalmente no carisma da dupla central de protagonistas. George Clooney, ainda procurando espaço no cinema após ser astro de TV, repete um tipo de personagem que seria recorrente em sua carreira. Cheio de charme canastrão ele tenta convencer no papel de um criminoso bonzinho! Já Jennifer Lopez continua na mesma, uma cantora que sempre tentou se tornar atriz, com altos e baixos no cinema. Aqui ela não convence em nada como agente federal. Ao invés disso desfila sua beleza pelas cenas (algo que sempre foi o grande chamariz dela em termos de bilheteria). No geral considero um filme fraco, apesar de ter sido dirigido pelo talentoso Steven Soderbergh. É um de seus primeiros filmes e bem inferior aos anteriores "Sexo, Mentiras e Videotape", "Kafka", "O Inventor de Ilusões" e "Obsessão". Ao tentar ser comercial e pop demais acabou perdendo parte de sua essência. Enfim, um produto descartável de um grande diretor de cinema.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Os Miseráveis

Título no Brasil: Os Miseráveis
Título Original: Les Misérables
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha
Estúdio: Mandalay Entertainment, TriStar Pictures
Direção: Bille August
Roteiro: Rafael Yglesias
Elenco: Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman
  
Sinopse:

Filme adaptado da obra do escritor Victor-Marie Hugo, Les Misérables. Na história vemos a conturbada vida de Jean Valjean, um homem condenado que é colocado em liberdade durante um dos períodos mais agitados da história francesa. O enredo se passa no século XIX, mostrando a queda do regime do imperador Napoleão Bonaparte e a intensa miséria a que foi submetida grande parte da população da França naquele momento histórico. Filme indicado ao Cairo International Film Festival.

Comentários:
Tantas adaptações já foram feitas para o cinema da famosa obra de Victor Hugo que fica realmente complicado ao cinéfilo escolher a melhor de todas. Na realidade não existe "a melhor", mas sim aquelas que são mais fiéis ao texto original ou mais bem realizadas do ponto de vista da produção, reconstituição histórica, elenco, figurinos, etc. Essa versão de 1998 de "Les Misérables" se enquadra nessa segunda categoria. É uma produção realmente de requinte, com excelentes aspectos técnicos. O roteiro pode até não ser tão fiel ao livro de Victor Hugo, mas isso se torna secundário diante de um filme tão bem realizado. O elenco é composto por astros do cinema americano que unem suas forças a atores realmente brilhantes do ponto de vista da arte dramática. Na época de seu lançamento o filme foi acusado, entre outras coisas, de ser um produto pop demais, feito para consumo das massas. Além de bem preconceituosa essa visão não é inteiramente verdadeira. Mesmo sob uma análise literária e histórica o filme convence. Na trama vemos os perigos de se confiar cegamente em um líder populista e ditatorial como Bonaparte e as consequências nefastas que se abatem sobre o povo francês naquele momento histórico de muita agitação política e social. Por essa razão deixo a recomendação dessa versão que certamente foi uma porta de entrada muito eficaz para os interessados na literatura de Victor Hugo.

Pablo Aluísio.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Drama & Romance - O Oposto do Sexo

Título no Brasil: O Oposto do Sexo
Título Original: The Opposite of Sex
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Rysher Entertainment
Direção: Don Roos
Roteiro: Don Roos
Elenco: Christina Ricci, Martin Donovan, Lisa Kudrow, Lyle Lovett
  
Sinopse:
Cansada de sua tediosa vida a adolescente Dede Truitt (Ricci) decide fugir de casa para ir morar com seu irmão Bill (Martin Donovan). Ele é gay e tem um namorado que vive ao seu lado. Dede então decide seduzir o companheiro de seu irmão, o levando para uma fuga insana de crimes e traições. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Christina Ricci).

Comentários:
Foi muito badalado quando lançado, mas sinceramente falando nunca vi nada demais nessa fita que em vários momentos apela aos sentimentos e desejos mais primitivos do ser humano. Explico. No roteiro temos uma Christina Ricci ainda muito jovem, tentando fazer a complicada transição entre sua carreira mirim e o mundo adulto. Sua personagem procura esbanjar sensualidade de todas as maneiras. Geralmente a atriz está de biquíni em cena, fazendo caras e bocas. Quando o filme foi rodado ela ainda tinha apenas 17 anos! Assim ainda era uma garota menor de idade. Achei um pouco abusivo as escolhas do diretor em explorar demais o lado sensual de Ricci, justamente por causa desse fato. O roteiro também não é tão maravilhoso como muitos chegaram a dizer na época. Há um clima de "Lolita" criminosa no ar que não se sustenta por muito tempo. Talvez o único grande crédito cinematográfico válido desse filme seja a direção de fotografia a cargo do talentoso Hubert Taczanowski. Abusando de cores fortes e invasivas ela acabou criando um visual bem interessante e marcante ao filme como um todo. De resto nada demais. Só seria indicado mesmo para quem tem interesse especial em Ricci nessa fase de transição em sua carreira e, é claro, para quem tem atração doentia por garotinhas na puberdade.   

Pablo Aluísio.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Basil - Amor e Ódio

Título no Brasil: Basil - Amor e Ódio
Título Original: Basil
Ano de Produção: 1998
País: Inglaterra
Estúdio: Showcareer Limited Production
Direção: Radha Bharadwaj
Roteiro: Radha Bharadwaj
Elenco: Christian Slater, Jared Leto, Claire Forlani, Crispin Bonham-Carter
  
Sinopse:
Romântico e gentil, o jovem Basil (Jared Leto) finalmente consegue se casar com a garota de seus sonhos, a bela Julia Sherwin (Claire Forlani). Idealizando sua amada, mal sabe ele que sua noiva teve um longo relacionamento com John Mannion (Christian Slater). Pior do que isso, ela parece ainda gostar dele. John é um sujeito de má índole, sem valores morais, que pensa se vingar do irmão de Basil, Ralph (Crispin Bonham-Carter), por causa de uma antiga rixa. Logo a combinação entre amores, rivalidades e ódios se torna explosiva.

Comentários:
O roteiro desse filme foi baseado na novela romântica escrita por Wilkie Collin (1824 - 1889). Seus textos tiveram muitas adaptações para o cinema e TV, principalmente durante a década de 1940, mas o público brasileiro pouca familiaridade tem com esse romancista, dramaturgo e contista inglês. Ele foi muito popular em sua época por explorar em seus textos os conflitos românticos de pessoas comuns, da sociedade em que viveu. Obviamente seus romances se tornaram campeões de vendas pois eram consumidos por jovens britânicas românticas sonhando com seus primeiros amores. Embora dentro da academia Wilkie Collin seja considerado um autor menor (talvez por ter sido bem comercial em seu tempo), poucos ainda dão o devido valor ao escritor nos dias de hoje. Na década de 90 tivemos essa adaptação de um de seus livros, um filme até interessante cujo maior mérito foi ter apresentado a obra de Collin a um público mais jovem, dos dias atuais. Não é uma grande produção, de encher os olhos, mas é correta e eficiente. Além disso traz um ainda bem novo Jared Leto, aqui no papel pouco inspirado de um galã romântico idealista, um tipo de personagem sempre presente nesses romances do século 19. Então é isso. Um resgate cinematográfico bem-vindo de um dos mais populares romancistas ingleses da era Vitoriana.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Amor Além da Vida

Título no Brasil: Amor Além da Vida
Título Original: What Dreams May Come
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Vincent Ward
Roteiro: Ronald Bass
Elenco: Robin Williams, Cuba Gooding Jr., Max von Sydow, Annabella Sciorra
  
Sinopse:
Baseado no romance escrito por Richard Matheson o filme "Amor Além da Vida" conta a estória de Chris Nielsen (Robin Williams). Após sua morte em um acidente de carro ele começa a procurar obsessivamente no mundo espiritual por sua esposa, também falecida, após cometer suicídio. Chris, que foi um bom homem em vida, é enviado ao paraíso, mas sua esposa suicida é enviada para outro lugar. Em nome do amor Chris não aceita o destino dela e parte em sua busca. Filme vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
Esse filme é visualmente belíssimo, com cenas extremamente bem feitas (a tal ponto que foi premiado com o Oscar). O enredo se tornou ainda mais interessante após a morte do ator Robin Williams. Como todos sabemos ele se matou após ser diagnosticado com uma doença sem cura. No filme sua esposa é também uma suicida que é punida por seu ato, sendo enviada para um lugar espiritualmente conturbado e doloroso (uma metáfora para o próprio inferno das religiões de origem cristã e judaica). O interessante desse inspirado enredo é que o céu também é retratado sob uma perspectiva bem subjetiva. O personagem de Williams é enviado para lá e o lugar mais se parece com quadros clássicos (ele havia sido um amante das artes plásticas em vida). Embora tenha sido bem criticado em seu lançamento, acusado de entre outras coisas ser superficial e sem conteúdo, o fato é que como obra puramente cinematográfica sempre considerei um filme acima da média. E o seu maior mérito não se resume nas belas imagens que desfilam pela tela. Há todo um complexo repertório subliminar em seu roteiro que merece ser desvendado pelo espectador mais atento. Enfim, um bom romance de natureza sobrenatural, especialmente indicado para pessoas espiritualistas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Drama & Romance - Grandes Esperanças

Título no Brasil: Grandes Esperanças
Título Original: Great Expectations
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Mitch Glazer
Elenco: Gwyneth Paltrow, Ethan Hawke, Hank Azaria, Robert De Niro
  
Sinopse:
Baseado no conto atemporal de Charles Dickens, esta é uma história do amor de um homem por uma mulher inacessível. Atualizado para o dias atuais, modernos, de uma Nova York caótica, o enredo revela o amor que um modesto jovem nutre por uma garota extremamente rica e fora de seu alcance. Tudo muda quando ele é agraciado pela generosidade de um benfeitor. Com status e dinheiro, ele então parte para a conquista de sua amada que amou platonicamente por anos e anos. Filme indicado ao Boston Society of Film Critics Awards.

Comentários:
Monótono. Essa é a palavra que melhor expressa essa espécie de modernização da obra de Charles Dickens. O texto original foi publicado pela primeira vez em 1861 como parte do livro "Great Expectations". Na literatura tínhamos uma longa estória em três volumes sobre as desventuras de um jovem órfão na era vitoriana. Pegar uma obra clássica como essa e tentar adaptar para os dias atuais foi um erro. Primeiro porque ao se retirar o contexto histórico original tudo o que sobra é uma estorinha até bem frouxa e sem grandes atrativos. Charles Dickens foi um escritor de seu tempo, ele denunciava em seus textos a exploração das camadas mais pobres da Inglaterra, tentar tirar a essência desses escritos é simplesmente equivocado. Outro problema vem do elenco. Sempre achei a atriz Gwyneth Paltrow um tanto superestimada. Dona de uma frieza incomum (que alguns confundem com elegância e sofisticação), ela não consegue passar muito calor humano em cena, o que sinceramente era esperado. Pior vem com a opaca e fraca atuação de Ethan Hawke. Esse fez sua carreira interpretando homens fracos, vacilantes, sem força interior. Aqui ele repete esse tipo de personagem. Do elenco sem inspiração não escapa nem mesmo Robert De Niro. Sua presença no filme não faz qualquer diferença substancial, se revelando apenas uma perda de tempo desnecessária. Enfim, essa adaptação de "Grandes Esperanças" nos anos 90 é simplesmente sem brilho e sem alma. Não recomendamos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Drama & Romance - No Embalo da América

Título no Brasil: No Embalo da América
Título Original: Telling Lies in America
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Banner Entertainment
Direção: Guy Ferland
Roteiro: Joe Eszterhas
Elenco: Kevin Bacon, Brad Renfro, Maximilian Schell
  
Sinopse:
O filme conta a estória do imigrante Karchy (Brad Renfro) que deixa seu país natal, a Hungria, e se muda para os Estados Unidos durante a década de 1960. Lá ele conhece um novo mundo, uma nova cultura. Aos poucos vai se enturmando no novo lar. Sua vida muda porém quando conhece o DJ Billy Magic (Kevin Bacon) que promove eventos e concursos de canto, música e dança. Filme premiado pelo National Board of Review.

Comentários:
Sempre vi essa produção como uma tentativa do ator Kevin Bacon em repetir o sucesso do musical "Footloose". Dito isso é bom saber que o filme realmente não é grande coisa. Tem uma estorinha meio derivativa, quase boba, e algumas músicas pelo menos interessantes na trilha sonora. É um filme independente baseado em parte na história do próprio escritor Joe Eszterhas, também um imigrante que foi tentar "fazer a América". De certa forma, se tivesse seguido mais à risca a história real o filme poderia ser mais interessante, porém como ele é parte ficcional, não se pode esperar por nada muito espetacular. Curiosamente o roteiro só conseguiu ser filmado por causa do ator veterano Maximilian Schell. Ele comprou os direitos da adaptação e praticamente bancou de forma independente a produção do filme. Não era necessário tanto esforço, já que "Telling Lies in America" passa longe de ser uma obra prima ou algo que o valha. Embora tenha uma bonita direção de arte, com boa reconstituição de época, com todos aqueles carrões do modelo rabo de peixe dos anos 60, o roteiro deixa um pouco a desejar. Nada é muito dramático ou forte. Tudo soa meio plástico e vazio. No geral é apenas levemente divertido, nada muito acima da média. Para os fãs de Kevin Bacon (apenas para eles, é bom frisar) porém até que pode ser interessante. Mesmo assim não vá esperando por nada muito marcante ou fenomenal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.